6 de jun de 2017

AO VENTO

vai
sopra-me
de vez
ao vento

não nasci
para ficar
agarrado
a mãos
que não me querem

não consigo
viver
em desarmonia

vai
me liberta
destas tuas correntes

deixa
que minhas visceras
apodreçam
ao léo

não nasci
para o desamor
para o desafeto
para o beijo sem gosto
para o abraço sem calor

vai
sopra-me ao vento