16 de nov de 2016

SULA SABINO

eu
deixei
a torneira
aberta
de minha alma

e agora
não para
de vazar poesia
a casa
está ficando
cheia
não dou conta
de tanto sentir
logo
logo
me afogo
no meio de tantas palavras
eu
deixei
a torneira
aberta
de minha alma
e agora
escorre poesia
pra todo lado
pelas paredes
pelas escadas
eu
mesmo sabendo nadar
me afogo