14 de nov de 2016

SILVANA FERRAZ

daqui
onde estou
não vejo o mar
mas fecho
os olhos
e o mar
está dentro de mim
daqui
onde
estou
o vento
não ultrapassa
as paredes
de mim
fecho os olhos
e o vento
espalha
neste horizonte ínfimo
o perfume
da doce essência
da vida
fecho
os olhos
e imagino
o mundo
e suas tantas cores
tudo
está em mim
na minha capacidade
quase imortal
de sentir
e nesta ilusão imbecil
de tudo
imaginar