7 de nov de 2016

LIGIA SCHOLZE BORGES TOMARCHIO

e que
eu morra
morra
lentamente
vivendo
todo
o amor
que há
em mim

que eu
morra
entre as palavras
que não ouso
escrever
e silêncio
eu morra
cercado
de bem querer
e que amanhã
quando
o sol
renascer
que eu renasça
ainda mais vivo
porque a noite
me cala
me cega
me mata
e o amor
que sinto
é minha utopia
e minha espada