25 de nov de 2016

12.000

doze
mil partes
de mim

doze
mil poesias


nem sei
como me sinto

uma euforia
agora
toma conta
de mim

sei que posso mais
ir além disso
e vou
indo
escrevendo
tudo o que sempre
sinto

deixo
fluir
este rio
para um mar

meu mar
de amar
mar
de tanta poesia

SEMPRE MAIS

eu
sempre
quis mais

quis
mais amor

quis
um mundo
maior

um espaço
só meu

uma vida
sem tempestades

eu
sempre
quis mais

mais poesias
mais vida
mais corações
e risos fartos

eu
sempre
voei
alto

além
de mim
além das minhas
ilhas que me cercavam

sempre
quis mais
um mundo de paz
de flores
e harmonia

AMOR

me viciei
em amar

amo
o amor
sem medo

que medo
poderia
existir
em simplesmente
amar

amo
o amor
que há

sem razão
alguma para amar

amo
pelo bem
que o amor
sempre me fez

ainda
que às vezes
o amor
insista em machucar

me viciei
em amar

e sigo
por ai amando

DESTINO

não sei
se
esta estrada
me levara
ao meu destino

também
não sei
ao certo
se meu destino
e o destino que escolhi

já sonhei
sonhos
que não eram meus

amores
que não meus

e vida
que não era minha

não
sei
se esta estrada
é a que me levara
ao fim de mim

sei
para onde quero ir
não sei
apenas
se este o destino
que de verdade
escolhi pra mim

DOR QUE JÁ DOEU

a
dor
que já
doeu
não doi mais

mais
fica
ali
o incomodo
da dor sentida

a dor
que já
doeu
não doi mais

mais
deixa
o medo
que doa
de novo
dor igual

nenhum dor
é igual a outra
nenhuma dor
deixa saudade

a dor
que já
doeu
nunca mais
doí de novo

nenhuma
dor
é igual dor alguma

DESTINO

eu já
briguei
com Deus

xinguei
esbravejei
virei
as costas
fugi

tentei
me esconder

e ainda
assim
em mim
sempre houve sol

já pedi
perdão
me arrependi
sofri

e Deus
ali
sorrindo
deixando
sempre
seu sol sobre mim

e lua
e estrelas
e tudo
para que me guiasse
e jamais me perdesse

ATÉ HOJE

até
hoje
não sei
se fui que escolhi
a poesia
ou se foi
a poesia
que me escolheu

sei
que agora
fundidos
somos
um

partes
de um todo

entre palavras
mal escritas
entre
verbos
e adjetivos

entre amores
sonhados
e paixões
exacerbadas

até hoje
não sei
quem escolheu quem

e agora
seguimos
rumo ao fim
de todos

na mesma lápide
estaremos
poeta
e poesia

fundidos
neste amor
que fez de nós
uma só vida

DE TUDO


fiz
um pouco
de tudo
nesta minha vida

mas
o ofício
que mais
me serviu
foi a de sonhador

nunca
cansei
de sonhar
de desenhar
opções
e possibildades


fiz de tudo
fui
andarilho
poeta
amador
amante

e até
sou
sonhador
desenhos
estrelas e ceú
pinto
flores
declamo poesia

DESCOMPASSO

sigo
apressado
pelas ruas

passos
largos

ando
entre
os carros

esbarro
quase caio

tenho pressa
dos instantes
que morrem

tenho
aquela mesma
pressa
de encontrar você

onde nos
conhecemos
naquele esquina
de todos nós

foi
ali
que perdi
meu coração pra você

e até
hoje
vivo neste descompasso


VOCÊ

de
todas
você
é melhor amante

sabe
satisfazer
meus desejos


você
me acalma
me sacia
me deixa ser
quem sou

não
me culpa
não me deixa

me abriga
me acolhe
me consome

de todas
você
é a melhor amante

poesia
dos meus dias
cinzas

é você
sem saber
que me faz
querer
seguir
por este caminho
de pedras

poesia
só você

GRITOS

ainda
não gritei
todos
os meus gritos
entalados
na garganta

ainda
não cuspi
todas
as verdades
do que não sei

ainda
guardo
aquele mal
de todas as ruínas

ainda

por isso
poesia
sempre

por isso
vento
sempre

por isso
voo
por ai

para que não morra
sufocados
pelo gritos
entalados
na garganta

DIAS

tem
dias
tantos
dias
que qualquer roupa
me serve

não quero
fazer nada
deixo
a barba por fazer

não me olho
às vezes
estou cansado
de mim

cansado
de me olhar

tem
dias
tantos
dias
que só a rua
me satisfaz

andar
por ai
à toa
sentindo
a podridão
dos pensamentos
além dos meus

tem
dias
tantos
dias
que quero ficar
e qualquer
nada me alimenta

FORA DO PRUMO

É preciso saber que rumo tomar.
Calcular os riscos, as consequências.
Deixar guardado o coração e as emoções dentro de uma caixa lacrada.
Coração tem uma enorme tendência a cometer enganos.
Eu vivi isso na pele...
Hoje pondero mais meus atos.
Já não são mais impensados...
Imprevisíveis...
Ainda assim, cometo alguns deslizes...
Não é fácil se desligar do emocional...
Focar no eu... Praticar do desapego...
Hoje eu sou assim.
Sem planos ou expectativas...
Ia... Apenas ia...
Hoje, é o que direciona...
Mas ela, apareceu assim, do nada... 
Tem algo, que ainda não sei o que é... 
talvez seja mais uma das minhas tantas invenções... 
eu sempre vejo além... 
sempre imagino um alguém que não existe... como saber?
 alguns riscos são desnecessários... 
eu já conhecia o fim, mas as pessoas não são iguais ou são? 
Eu estava agarrado a minha zona de conforto... ela valeria o risco?
 e se não fosse nada disso? 
E se fosse mais uma alucinação e o meu desejo de inventar romances? 
Houve reciprocidade ou só gestos educados... 
eu queria descobrir... 
não dá pra ficar na beira do abismo... 
ou recuo ou mergulho...

ESSA MULHER

um sim e eu largaria tudo agora...
deixaria minha bagunça arrumada e iria ao seu encontro,
ainda que as minhas frustrações superassem as minhas expectativas...
ainda que nada fosse de verdade...
ainda que eu estivesse novamente dopado... e
mbriagado de pelo simples desejo de estar...
apenas estar, sentir que era real... se era verdade...
deveria haver um porque...
em tudo há um porque...
por que sentir, por que querer, de onde vem o desejo, o pensamento...
 era minha alma gritando, querendo...
 eu negava sentir e quanto mais negava mais sentia a vontade... 
era pegar a chave do meu carro e sumir... 
era ela dizer sim e todas as possibilidades iriam surgir... 
eu queria que ela chamasse... 
queria que ela pedisse todas as poesias que
haviam em mim... 

 encheria cadernos...
queria olhá-la... apenas... 
saber que era era palpável... 
saber que eu não inventei esse alguém... 
essa mulher...

DESAPEGO

nós
fizemos
amor a tarde inteira

de um jeito
meio afoito
apressado


tentávamos
além de matar
o insano desejo,
descobrir
nossas afinidades

depois,
antes de ir
nos ofendíamos...

era
jeito que encontramos
de praticar
o desapego...

DESAMOR

esse desamor
me machuca
essa falta de humanidade
esse senso crítico falho
esse poder de julgar
sem conhecer

tenho asco
aversão
a este mundo
e me escondo
cada vez mais
essa brutalidade
violência
o culto inculto
falsa ilusão
soberba
arrogância
tenho asco
aversão
a este mundo
e me escondo
cada vez mais
falsidade
idolatria
hipocrisia
sempre fui o que sou
mas se puxar
o pino da granada
aguenta

FANTASIA

Vou vestir
minha fantasia
de poeta
e deixar que meu dia
fique mais
leve

Hoje,
não vou reclamar
da vida
Como já disse
algum poeta
"A vida é bela"
Vou vestir
minha fantasia
de poeta
e seguir
por estas alamedas
floridas
Se há flores?
Que importa...

Há poesia...

DEPOIS

depois
de tudo
o que vi
e ouvi
a pouco
me questiono
quem é você
quem sou eu
quem somos
depois
de tudo
aquilo que perdi
sorrisos
abraços
prováveis amores
jamais amados
me pergunto
o que sobrou de você
de mim
do que fomos
depois
de tudo
das sementes
que deixamos de plantar
que flores irão
nascer
do que jamais seremos...

NOITE

a noite foi embora
e me deixou
seus desejos...

que bom
que a noite
ela volta...


dama
desnuda
amante
entre lençõis

aquela
que não geme
mais sussurra

seduz
e depois
se esconde
entre os raios do sol

a noite foi embora
e me deixou
seus desejos

que bom
que a noite
ela volta

ARDILOSA FOGUEIRA

acendi a fogueira da poesia...
os deuses dançam ao redor dela.

dedilho sentimentos
e sentidos

não me preocupa
a exatidão dos versos

se há erros
acertos
ou vice-versa

acendi a fogueira da poesia...

vou deixar
queimar até o fim do dia
até que os deuses
se cansem de dançar...

BRUNA MOR PACHECO


não
digo
o que não penso
quando
digo
já pensei
além de mim
não falo
o que eu
não sinto
quando
sinto
já transbordou
vazou por entre
os dedos
por entre os olhos
além do coração
às vezes
sinto muito
outras vezes
não sinto nada
algumas vezes ainda
penso
que sinto
por isso penso
antes de tudo

ESTELA VON ZUBEN

meu
dia
está verde
não tem sol
nem frio
nem venta
meu
dia
hoje está
está como quiser
como vier
e como for
sem saudade
sem vontade
sem pressa
sem rumo
meu
dia está
cinza
sem razão
sem porque
e de verdade
eu nem sei que dia é hoje...

MARCIA REJANE WAGNER

difícil
eu me conter
me calar
difícil
minhas
dinamites
não explodirem
sou
uma granada
sem pino
difícil
eu passar
incólume
em branco
de algum
jeito
tudo me afeta
amor
saudade
desejo
difícil
eu me conter
diante da vida
sou granada
sem pino

MARGARYDA BRITO

sempre
quis
sentir
menos
do que sinto

ser
um menos
intenso
menos
real
menos poesia
sempre
quis
ficar só
nos meus instantes
sem gritos
nem sussurros
ficar
sempre
amar demais
e quanto mais
amor mais essa sede
de amar
eu sempre
quis

MARIA ANA VIEIRA

domingo
me deixa
neste estado
de inércia

sem vontade
de vida
sem vontade
de nada
ficar deitado
na cama
com luzes
apagado
largado
de pijama
sem relógio
sem tempo
ali
quieto
olhos fechados
coração parado
intacto
domingo
é feriado
pra tudo
pra viver
pra amar
pra sentir

MARIA ROSALIA PRADO

nada
importa
o que sinto
sinto
sempre só
nada
diz nada
por mim
ando calado
e sem voz
e ainda
sim
sinto
sinto por mim
por você
e por quem quer
que seja
nada
importa
o que sinto
o que escrevo
ou que já foi
o que já passou

MARTA SOARES DANTAS

agora
paro
me olho
e calo
diante do espelho

parece
que não sou mais
eu
parece
que estou
disfocado
distorcido
agora
paro
me olho
o espelho
não diz nada
reflete
apenas
o que vê
sou além
dessa imagem
sou além
deste corpo
paro
e o espelho
ali calado

NILVA KFM

tive
sensações
de que
já havia lhe dado
poesias

vasculhei
meus armários
gavetas
vida
e meu coração
talvez
porque te sinta
perto
talvez
por siga sempre
meus passos
perdidos
ficou
em mim
algumas sensações
de poesia
parece
que minhas palavras
já eram tuas
porque
creio
que fazemos parte
do mesmo mundo
do mesmo vento

RENATA ADRIANA SILVA

por que
será
que algumas
coisas demoram
um tempo mais além

por que será
que algumas
coisas se perdem
mesmo antes
de começar
por que
o tempo
que nos engole
é o mesmo
tempo que nos cospe
depois
quando vem
depois
da longa angústia
da espera
finda
depois o gosto
ainda do querer mais
por que será
que tudo
é assim
pesado
e leve
doce e...

TATIANE SILVA

uma palavra
salva
uma palavra
mata

uma palavra
ama
uma palavra
esquece
uma palavra
sorri
uma palavra
chora
uma palavra
fica
outra palavra
e vai embora
uma palavra
quer
uma palavra
dispensa
ainda mais
se há bem me quer
se há mal me quer
uma palavra
salva
uma palavra
mata

LEILA MARA RODRIGUES

deixo
que a poesia
te encontre
deixo-a
em papéis
em branco
para que
depois
tu possas decifrá-las
num noite qualquer
deixo
sussurros
entre todas as
palavras escondidas
para que
no silêncio
da noite
elas possam te acordar
nada
além de poesia
palavras
e sussurros
para
que os elos
invisíveis não se quebrem

CRISTINA DE SOUZA SPINELLI

todo mundo saiu e
esse silêncio
agora me devora
lá fora
começa
a chover
de novo
dizem
ser presságios
de coisas boas
não sei mais
no que crer
vivo
entre
vitórias e derrotas
esse
silêncio grita
profana minha paz
a poesia
me relaxa
me faz ver anjos
em meio ao meu caos
todo mundo se foi
só eu fiquei
com este agora
barulho do silêncio
e lá fora
chove

DEJANIRA DE SOUZA

tento
respirar
me falta o ar
tento
beber
já não tenho
sede
amar
meu coração
já não se importa
é só a vida
lá fora
tento
viver
mas falta vida
tenho
demais
sobrevida
e mato
todos os dias
meus ânseios
viver
nunca foi tão impreciso
tento
respirar
me falta o ar

LEEH ALMEIDA

vou
deixar
pra você
sementes
de poesia

plante-as
em seu jardim
ou em pequenos
vasos coloridos
regue-as
uma vez ao dia
cante
uma canção
ao pé do ouvido
declame
um pouco Drummond
um pouco de Saramgo
vou
deixar
pra você
meus papéis
em branco
você
irar ler
todos os dias
nestes papéis
tão cheios de uma cor
todas
as poesias
que existem agora
em seu coração

FLOR FLOR COIMBRA

deixei
lá no passado
tudo
aquilo
que não quero mais
lembrar

deixei
lá no passado
toda roupa
suja
que não quero
mais lavar
deixei
lá no passado
tantas velhas
fotografias
já não tinham mais
espaço em mim
deixei
da porta fora
tudo aquilo
que eu
não mais queria
os lençóis
e as fronhas
encardidas
deixei
lá no passado
as velhas cicatrizes
as velhas
cicatrizes...

IRISMAR LIMA

onde
foi
que me perdi
de mim

em que rua
deixei
meus pedaços
meus sapatos
minhas memórias
onde
foi
que deixei
minha mala
minha vida
minhas feridas
talvez
num ônibus lotado
num trem
numa charrete sem cavalos
onde
foi
que me perdi
de tudo
onde
estão os afagos
todos os afetos
talvez
num ônibus lotado
num trem
numa charrete sem cavalos

ISABELA ALMEIDA

sempre
preciso
de colo
um lugar
quieto
onde eu possa
ficar
quieto
sempre
preciso
de um refúgio
de um leito
de um rio
sempre
preciso
de um mar
imenso mar
de um abraço
um ombro
sem cansaço
uma poesia
sempre
preciso
de colo
de um lugar
onde eu possa ficar

JANE SANTANA

se eu
tiver
que ir
agora
sim
irei
feliz

não
irei
mais

levarei
tudo
o que
agora
recebi
tantas
palavras
tanto encanto
já não
irei
mais só
fica
um pouco
de mim
e levo
muito
de tudo
seu
eu tiver
que ir
agora
irei feliz

MADALENA COELHO

fui
ali
morrer
um pouco
de encanto

fui
ali
beber
um pouco
de versos
fui
ali
tropeçar
em tantos
encantos
fui
ali
colher
os lírios
ouvir
os pássaros
e declamar poesia
fui
ali
ver a vida
que passava
passava
e não deixava nada
só risos
fui
ali
e ali
me perdi

JOY OLIVEIRA

hoje
quero
pensar
menos
do que pensei
ontem

de verdade
hoje
não quero pensar
quero
apenas sentir
existir
e viver
hoje
quero
todos os aromas
todas as nuances
de qualquer amor
de qualquer afeto
hoje
não quero
me preocupar
com o amanhã
quero pés
fincados no chão
e que o amanhã
se canse de esperar...

NANY LIMA

você
é o sol
numa manhã cinza
aquele vento
gostoso
numa tarde
de outono
a poesia
preferida
do poeta
você
é a imagem
que não se esquece
o sonho
recheado
de doce de leite
o encanto
a magia
o momento
você
é melodia
é primavera
beleza
que fascina
toda menina
inteira mulher
você
ninguém mais

20 de nov de 2016

MARCIA BERSI

como
pode o
coração
não amar

coração
se manter
ali
firme
como rochedo
e não se
vislumbrar
com tanta paixão
como
pode o
coração
não derreter
diante
da confissão
de um amor
todo
amor
ainda
que estranho
diante ao amor
merece
sossego
de um olhar
como
pode o coração
não quebrar

FABIANA GONÇALVEZ COELHO


uma palidez
no rosto
talvez
meu espelho
esteja
deformado
talvez
meus olhos
muito cansados
talvez
a luz
do meu banheiro
ou existe mesmo
uma palidez
em meu
rosto
talvez
seja a falta de sol
a falta de mim
há falta de qualquer outra cor
talvez
eu esteja me transformando
no cor
branca
de todos os papéis
que eu deixei de escrever

ANITIS SULAMITA

tenho
em mim
algumas
incertezas

algumas
verdades
que não disse
alguma vida
que não vivi
tenho
em mim
dores
escondidas
gritos
abafados
e tantas
noites sem dormir
tenho
em mim
alguma esperança
talvez
haja amanhã
um novo porvir

CARMEN SOUZA

peguei
alguns
papéis
e rabisquei
poesias

depois
tratei
de espalhar
estes papéis
por ai
quem
sabe
algum coração
seria
acalentado
por palavras
peguei
algumas cinzas
de mim
e joguei
no mesmo vento
quem sabe
assim
eu renasça
em alguma flor
de algum jardim

CINTIA PIRES COLIN

hoje
brinquei
um pouco
de felicidade

deixei
algumas
preocupações
de lado
aliviei
meu fardo
e fiquei
livre
de instantes
de desagrado
hoje
brinquei
de ser feliz
tirei
os sapatos
corri na chuva
chutei poças de agua
fiz barquinhos de papel
duro
depois
de ser feliz
ter que voltar para
minha realidade
ainda
assim
gostei
da brincadeira

CLAUDIA VASQUES

gosto
de rasgar
seda
de tecer
elogios
de levar
ao céus
que me importa
beleza
me importo
mais com essência
me agrada
mais e não me iludi
gosto
de mãos
se encontram
de olhos
que se beijam
em encontros
não existe
em mim
inércia
ficar
estagnado
sem sentir
me mata
ainda prefiro
sempre
os exageros

DANIELLE ANDRADE

um
dia
desses
vou
sair
para comemorar

sem qualquer
razão
sem qualque
motivo
vou
parar
em um bar
e beber
alegrias
até cair
vou escrever
poesias
em guardanapos
vou cortejar
mulheres
e sorrir
à toa
qualquer
dia desses
deixo
meu casulo
e vou brindar
qualquer coisa
não preciso de motivos
viver me basta

DAYANE SILVA

gatos
e gatas
à noite
são pardos

vivem
os mesmos sonhos
cometem
os mesmos pecados
à noite
ratos
andam por ai
ilesos
o amor
fica sentado
no sofá
esperando
a sorte de um encontro
não sabe
se olha pela janela
se fica
ou joga paciência
no computador
à noite
tudo
se perde
menos a fantasia
do não ser...

DENILIA S CARNEIRO

seguimos
rumo
a um novo
lugar

onde
haja
mais tranquilidade
onde
se possa viver
sem medo
seguimos
em busca
de um novo sol
onde
haja
palmeiras
e o vento do mar
sopre constantemente
seguimos
sem placas
sem guias
cheio de coragem
por este caminho
tortuoso de pedras
seguimos
vivendo
a esperança
de dias melhores