25 de out de 2016

ESCREVO

eu
não penso
escrevo

eu
não sinto
escrevo

deixou
fluir
sem peso
e sem culpa

sem ler
meus devaneios
escrevo

a alma dita
e eu
escrevo

sem nexo
sem rima
sem querer nada
eu apenas
me deleito
e escrevo

em paredes
em branco
em papéis
de pão
em guardanapos sujos

eu
escrevo
como quem fuma
um cigrro
que depois
vira cinza no cinzeiro

não penso
não sinto
escrevo