1 de ago de 2016

RUAS ESTREITAS

ando
por ruas
estreitas

sem vento
sem nada

pedras
cinzas

nada que encante
meus olhos

cabisbaixo
vejo entre pedras
um pequena flor
que seduz

me entrego
ao teu encanto
sem saber do veneno
que na beleza da pequena
se esconde

beleza fugaz
que me mata ali
na rua estreita cinza
sem encanto
sem nada