3 de ago de 2016

AMARGOR

busco
na beleza
alheia
os disfarces
para tanta maldade
que escorre
pelas latrinas
desta cidade qua já se foi

onde
estão as flores
quanto
tempo não vejo uma borboleta

crianças
arredias

não há mais
bom dia
nem mais nos rostos
alegria

não gosto
mais
do que não quem não vejo
mais

em todos
amargor