14 de ago de 2015

VOZ LÂNGUIDA

voz
no escuro
de uma alma
sem reflexos

voz
no eco
de sombras
que rastejam
por ai

poesias
declamadas
em silêncio

voz
que vai
por becos
por ruas
bares

voz
de uma alma
lânguida

voz
que se esgueira
nos corrimãos
das estradas
que não se encontram

voz
pálida
sem vida
voz
que se rompe
tardia