7 de ago de 2015

TANTAS MANHÃS

nestas
minhas tantas
manhãs
que nascem
e morrem
sigo
por ai
entre meus sonhos
e meus desejos
nestas
minhas tantas
manhãs
que ardem
em minhas janelas
paro
para ver o tempo
que passa
tão breve
assim por mim
nestas
minhas horas
mortas
deixo que tudo
fique
que tudo se esvaia
as folhas
passam
e o tempo
que fica
morre em mim