2 de ago de 2015

O QUE NÃO VEJO MAIS

não vejo
mais
flores
em meu caminho
aquelas
que ainda
resistem
estão
murchas
e sem vida
não vejo
mais
aquela alegria
de antes
nem mais
os porques de antes
não vejo mais
as cercas
amarelas
que enfeitavam
as passarelas
as que ainda resistem
estão quebradas
o que há
são pedras
as mesmas pedras
de sempre
as que me fazem
chorar
e tropeçar
e o que vejo
e o que não vejo mais