16 de ago de 2015

ESCREVO

escrevo
o que bebo
o que como
o que vejo
o que penso
invento

escrevo
a dor
que sinto
a dor
que penso
sentir
o gosto
do limão na boca

escrevo
a acidez
da vida
e na vida
amores
sem rédeas

escrevo
mulheres
utopias
incertas
vômitos
cicatrizes

escrevo
solidão
solitários papéis
que voam
instantes

escrevo
bobeiras
palavras desconexas
sem sentido
certo

sem rumo
sem plumo
discordância

escrevo
o desamor
e ao amor
brindes
em taça de vinho
quebradas