18 de ago de 2015

EMARANHADO DE MIM

deixei
sempre
que me sentir
falasse
por mim

hoje cedo
deixei
meu sentimentos
jogados
na calçada

desfiz
as malas
nunca antes
desfeitas
destranquei
as portas
ergui
as venezianas

fiquei
de pés
descalços
olhei
velhos
retratos

deitei
meu corpo
no chão
e ali fiquei
no emaranhado
de mim

deixei
sempre
que meu sentir
falasse
por mim
hoje
eu o calo