2 de fev de 2015

SOLIDÃO




Derrepente
A solidão
Era a única roupa
Que me servia
E a poesia
A única
Amante
Que me entendia
Eu era
Nada
Anônimo
Sentado na calçada
Sobrevivendo
De minhas
Migalhas
E meus erros
Querendo ver
Onde a vida dava
Onde seria
O final
De tudo isso
Derrepente
Eu me via fora
De tudo
E nada mais me cabia
Não havia em mim
Amor algum