13 de fev de 2015

SERETAS



paredes
riscadas
risadas
perambulo
pela casa
não há barulho
alta madrugada
ruas mortas
serenos
papéis
gemem
minha dor
sangue
que escorre
gotas
no chão
lágrimas de sal
misturadas
palavras
que ecoam
paredes
riscadas
risadas
eu comigo
ninguém mais
louco
demente
poeta
de poesias
rasgadas
jogadas
no lixo
com meus escarros
pigarros
paredes
riscadas
frestas
minhas poesias
serenatas