5 de fev de 2015

SABE NADA




O poeta
Nunca
Sabe
Nada
Nem sabe
Se verdade
As verdades
Que escreve
Não sabe
Se é amor
O amor
Que sente
O poeta
Não mente
Nem fingi
Delira
No quarto
Fechado
Cheio de poesia
O poeta
Acha que noite
O dia que vivi
E vivi
À noite
De paixões irreais
Sem saber que amanhã
É dia que não vem