12 de fev de 2015

OLHO-TE NUA


olho-te
nua
tua pele
de sentidos
arrepios
os bicos
entumecidos
dos seios
as coxas
a vagina
olho-te
nua
na minha cama
de deleite
olhar
de dama
lasciva
passiva
aberta
olho-te
nua
nas noites
enluaradas
chamando
meu eu
para sentir
na boca
o gozo
o arrepio
que escorre a alma
olho-te
nua
pela fresta
calma
da tua alma
e quero
te sentir
a maciez
da pele embriagada
o hálito
doce de bebida
e o cheiro
no corpo
do tabaco
olho-te
nua
tão carente
de mim
pedindo
meu eu
querendo minha alma
meus voos
meu além
de mim