7 de fev de 2015

MÃO IMUNDA


teus restos
jogados
no chão
do quarto
tuas calcinhas
tua boca
tua pele
sem cor
fico ali
parado
sem conseguir
te olhar
por estas minhas
tristes
retinas
esbranquiçadas
tua respiração
me agride
quero
agora a nossa
morte
quero agora
deixar
que teus restos
voem
pela janela
de quarto
sem janela
teus restos
espalhados
em mim
na garganta ferida
no peito marcado
no coração
despedaçado
na palma
fria de tua mão
imunda