8 de fev de 2015

LIRISMO


meu
lirismo
morreu
na esquina
de uma vida
que não
a minha
morreu
sentado
no banco
de uma praça
sem árvores
sem jardim
meu
lirismo
se perdeu
pelas ruas
nas poesias
de todos
os poeta
na falta da lua
nas bocas sujas
meu lirismo
foi enterrado
no lixo
das calçadas
na falta de amor
na falta de água