16 de jan de 2015

VELHAS



Pétalas nas janela
Alvitres
Nas calçadas
Sonhos ecoando
Nos vasos de plantas vazias
Tédio nas veias
E as velhas
Falando da vida alheia
Todos enfadados
Olhando
Uns pulam do barco
E tentam não se afogar
Neste mar da vida
Pétalas voando
Neste céu descolorido
Vozes ecoadas
Corpos
Torpor
Incandescente
Indecência
Velhas emoções
Já não se sente
Tudo fora jogado
Como papel
Amassado
Retorcido de desgostos
Pétalas
Agora caídas
Varridas pelas velhas