16 de jan de 2015

TEMPOS MODERNOS



Ninguém mais se olha
Todos os olhos perdidos
Mortos
Ninguém mais se quer
Todos se toleram
Se fogem
Correm
Ninguém mais confia
Desconfiam das sombras
Que as noites não refletem mais
Tempos modernos
As mãos vazias
Sentimentos vazios
Uns voando
Uns vivendo
A vida manando
Acontecendo
Deixando que tudo
Vire cinzas
Ninguém mais se olha
Olhares inquietos
Não se buscam
Adeus a paixão de baques
Adeus aos amores
Tempos modernos
Anseios abandonados
Paixão morta
Amor perdido