8 de jan de 2015

SILÊNCIO

que pensem
o que quiserem
ninguém sabe nada
e mesmo
assim
falam
julgam
cospem
palavras
sem sentido
que pensem
que se remoam
escutarão
sempre o mesmo
silêncio
pensam
sem saber
falam
sem querer
olhos atentos
línguas
podres
afiadas
não sabem
de nada
e bebem
o mesmo silêncio
de sempre
perdidos
sem saber
de nada