11 de jan de 2015

SEMPRE

estou
sempre
me atirando
em abismos
que não os meus
estou
sempre
mergulhando
em oceanos
estreitos
e sem saídas
estou
sempre
procurando
caos
que não os meus
e monstros
e fantasmas
e demônios
estou
sempre
inventando
e desenhando
nas areias
das minhas estradas
estou
sempre
voando
por estes mundos
imaginários
da poesia