17 de jan de 2015

PAPÉIS EM BRANCO



Sou poeta
De um único amor
E de tantos
Sentimentos
Sou poeta
Das paixões
De acaso
Dos amores
Inventados
De dores
E de saudades
Sou poeta
Das madrugadas
Em claro
Dos rabiscos
Nas paredes
Do silêncio
E delírios
Sou poeta
Das poesias rasgadas
E sem sentido
Poeta
De amores perdidos
Sou poeta
De palavras repetidas
Da ausência
De tantas fugas desesperadas
Das rosas e dos jasmins
Sou poeta
De tantos papéis em branco