19 de jan de 2015

COTIDIANO



Andando
Pelas ruas
Vejo as mulheres
Em suas casas
Lavando suas roupas
Varrendo
Seus quintais
Vivendo
Seus problemas
Nem imaginam
O que penso
Sobre elas
Sobre suas vidas
E suas roupas
Penduradas
No varal
Andando
Pelo fio da navalha
De minha vida
Vejo as pessoas
Absorvidas
Abduzidas
Pelas próprias
Vidas
Todas vivendo
Seus dilemas
Seus amores
Nem imaginam
O que penso
Sobre eles
E sobre seus passos
Tão incertos como os meus
Neste cotidiano tão sem graça