18 de nov de 2014

DESERTO

és deserto
onde as mãos
cansadas
já não alcançam
és a solidão
ainda que transparente
indolor
dor
és amarga
não há
nada
em ti
és vazia
cheia
de um fel
que não me encanta
canta
sua dor
ainda pelas esquinas
que andas
jogada
és a renúncia
o descaso
amargo
és o perto
precipício
és deserto
areia
que seca a boca
que cega os olhos
és vento
que não sopra mais
em mim