7 de abr de 2014

EI

ei
de gritar
teu silêncio
ei
de espantar
de vez
teus fantasmas
rasgar
tuas roupas
e te tirar
de vez
de mim
ei
de sobreviver
depois
de tudo
depois
de ti
não quero mais
teu dias
tuas noites
e teus braços
vazios
quero braços
quentes
corações vivos
ei
de dizer
para todos
quem és
mesmo
que duvidem
mesmo
que me crucifiquem
ei
de escrever
tuas verdades
nos muros
de tua rua
para que vejas
e lembres
do que fui
nesta tua vida
tão vazia
ei
de passar
com o tempo