10 de out de 2011

QUE VENHAM OS TEMPORAIS

não tenho
medo de chuva
não tenho medo
dos raios
dos relampagos
que venham os temporais
não tenho
do amor
das paixões que enlouquecem
tenho meus
pés fincados no chão
posso dar
asas aos meus sonhos
que venham
os temporais
não temo a chuva
nem as madrugadas
de insônia
nem papéis
rabiscados
nem os defeitos
que em mim não gosto
me conheço
bem
bem melhor
que ninguém
não tenho medo
de me perder
eu sei voltar
que venham os temporais