23 de out de 2011

NINGUÉM MAIS

ninguém mais
gosta de poesia
ninguém escreve
mais poemas
em guardanapos
como eu escrevia
ninguém tem tempo
mais
para cenas românticas
nem as mulheres
são as mesmas
deixaram-se
envolver
pela falta de amor
dos homens
pobres poetas
tentando respirar
o último sopro do amor
pobre amor
que tenta
sobreviver nos versos
que ninguém mais lê
todo romantismo
está nas novelas
nos filmes
nos artistas escondidos
todo amor
que ainda há
está nos livros
que ninguém mais lê
não se tem tempo
para a poesia
não se tem tempo
para o amor
ninguém mais
se importa