5 de out de 2011

INFORTÚNIO

paredes
muros entre mim
lágrimas
que correm soltas
instantes
mergulhados
no silêncio
que escuto
paredes
muros
minhas tardes
tantos
infortúnios
me isolo
me calo
mas sinto o chão
abrindo
me engolindo
me transformando
no que não gosto
e no quero ser
paredes
muros entre mim
me calo