23 de out de 2011

FINGIR

ninguém
de verdade
me conhece
nem eu
de verdade
conheço ninguém
não me ilude
nem quero me enganar
ninguém sabe
o que penso
e o que sinto
nem eu
sei
o que pensam
e o que sentem
sei apenas
que julgam
conforme suas convicções
como eu julgo
também
por minhas próprias
convicções
e pelo que vejo
e pelo que vêem
ninguém sabe
nada de ninguém
eu sei
apenas de mim
e isso me basta