23 de out de 2011

BRINCAR

não posso mais
brincar
às vezes esqueço
que cresci
que não sou mais
criança
e que olhos
me olham
o tempo todo
e me cobram
o tempo inteiro
não posso mais
brincar
agora o tempo
corre contra mim
não sou mais criança
de tardes livres
de pensamentos que vagavam
sem direção
hoje
só me resta arrastar
as correntes
que colocaram
em meus pés
não sou mais criança
e dedos
sempre
apontam agora
minhas culpas