23 de out de 2011

AMARGA

ah
quão amarga
é a vida
quanto
desespero
há agora
em mim
não quero voar
não quero crescer
quero ainda
poder brincar
fingir
enquanto puder
ah
quão doce
é a vida que tenho
vida despreocupada
vida sem ponteiros
não quero
que nada seja diferente
do que é
quero que seja assim
um carrossel iluminado
nas minhas noites
quero sempre o céu
um manto azulado
ah
eu sei
agora sei
quão amarga é a vida
quantos compromissos
a vida
nos dá
não dá
para ficar parado
não dá mais
para brincar
de ser criança
em meu pulso
corre os segundos
da minha vida