27 de jun de 2011

DEVAGAR

devagar
volto
a caminhar
os passos
ainda
estão pesados
as mãos
ainda
ardem
o coração
ainda dói
devagar
volto
a viver
a minha velha
euforia
de sempre
ainda
existem
razões
e muitos motivos
não posso
ficar
parado
nunca fiquei
nunca deixei
dor
alguma
me machucar demais
devagar
volto
a respirar
depois
de terem
rasgado
meu coração
depois
de tudo
devagar
volto
a enxergar