25 de fev de 2011

eu escrevo
em guardanapos
em folhas
de jornal
eu escrevo
de giz
de lápis
escrevo
no vento
eu escrevo
nas nuvens
na chuva
escrevo
nas noites
sem sono
eu escrevo
nas ruas
nas avenidas
na solidão
doentia
que me acompanha
eu escrevo
porque há
dor
em mim
dor que não passa
eu escrevo
para que essa
dor
possa
doer livre e sem medo
eu escrevo
em papéis
usados
e jamais
em momento
algum
leio
em voz alta
o que escrevo